A Axia Energia surge para marcar de uma vez a transição da Eletrobras, despertando o interesse não somente dos consumidores, mas também dos investidores.
Com resultados bilionários e expectativas elevadas para o setor elétrico, a empresa está em um ótimo momento — o que vem atraindo pessoas interessadas em aumentar a exposição nesse mercado.
Neste artigo, vamos te contar mais sobre a companhia, os seus últimos resultados e te ajudar a entender se vale a pena incluir os seus papéis em sua carteira de investimentos!
O que é a Axia Energia?
A Axia Energia, antiga Eletrobras, é a maior empresa de energia renovável no Hemisfério Sul, que possui 81 usinas — sendo 47 hídricas, 33 eólicas e uma solar — respondendo por 17% da capacidade da geração nacional.
Importante relembrar que essa não é a primeira mudança que a companhia enfrenta: em 2022 passou por um processo de privatização, deixando de ser uma empresa estatal, mas mantendo o governo brasileiro na participação acionária e no quadro de conselheiros.
Em relação à mudança de nome, isso aconteceu após um rebranding da marca, ocorrido em razão das mudanças vivenciadas pela empresa após a desestatização, principalmente considerando que a companhia sempre foi estatal desde a sua fundação, em 1962.
Portanto, apresentar um novo nome e uma nova identidade para o mercado foi uma forma da marca desassociar sua imagem do Estado, estratégia que vem provocando ótimos resultados, como veremos nos próximos tópicos.
O que aconteceu com a Eletrobras? Por que virou Axia?
A Eletrobras mudou de nome para Axia Energia. Inclusive, o código dos papéis da empresa na bolsa de valores mudou de “ELET3” para “AXIA3”.
A mudança de nome e identidade para Axia Energia reflete uma transição institucional e estratégica da empresa, que passou por um processo de privatização em 2022, tornando-se uma empresa privada.
Quem manda na Eletrobras hoje?
O presidente executivo (CEO) da Axia Energia, antiga Eletrobras, é Ivan de Souza Monteiro, desde agosto de 2023. Além disso, mesmo com a privatização, o Grupo Governo detém 45,17% das ações ordinárias da empresa.
Lembrando que o Grupo Governo é composto pelos acionistas: União Federal, BNDES/BNDESPAR, FND, FGHAB, Banco do Nordeste, BB Asset, Caixa Asset, Petros e Previ.
Quem comprou a Eletrobras no Brasil?
Com a privatização, as ações da empresa foram distribuídas entre diversos investidores institucionais, pessoas físicas e jurídicas. Contudo, o Grupo Governo continua tendo a maioria das ações ordinárias e 13,86% das ações preferenciais.
Qual é o novo nome da Eletrobras?
Virou Axia Energia em outubro de 2025.
Quais são os resultados das ações Axia Energia (AXIA3)?
Agora que você já sabe que estamos falando da antiga Eletrobras, vamos entender quais são os resultados apresentados pela Axia Energia:
Cotação
A cotação da AXIA3 é de R$ 61,03, conforme última atualização feita em 21/11/2025.
Variação
A variação do preço do papel nos últimos 12 meses é de 92,33%.
P/VP
O preço sobre o valor patrimonial da ação é 1,29 e, por estar acima de 1, indica que a empresa está sendo vendida por menos que seu valor real.
P/L
O preço sobre o lucro é de -23,48. Esse dado indica quanto o mercado está disposto a pagar pelos lucros da empresa.
Dividend Yield
O DY da ação é atualmente de 10,17%, sendo que esse indicador representa o rendimento obtido através dos proventos distribuídos pela empresa nos últimos 12 meses.
Rentabilidade
A rentabilidade real desse investimento, já descontada a inflação, é de:
- 1 mês: 15,35%
- 3 meses: 44,76%
- 1 anos: 84,45%
- 2 anos: 51,68%
- 5 anos: 81,62%
- 10 anos: 707,09%
Vale a pena investir nas ações da Axia Energia?
Apesar de ter apresentado um prejuízo líquido de R$ 5,45 bilhões no primeiro trimestre de 2025, as ações da Axia Energia continuam sendo recomendadas por especialistas.
Um dos principais pontos positivos é o alto volume de dividendos: em agosto, foram pagos R$ 4 bilhões e, em novembro, anunciados mais R$ 4,3 bilhões, totalizando mais de R$ 8 bilhões.
Além disso, apesar do prejuízo contábil, a companhia apresentou um lucro contábil de R$ 2,2 bilhões, reforçando sua capacidade de gerar resultados e absorver despesas sem comprometer sua estrutura financeira.
Esses indicadores demonstram que a Axia Energia tem conseguido manter uma gestão eficiente, especialmente após o processo de reestruturação e privatização herdada da antiga Eletrobras.
A liderança atual demonstra consistência, ajudando a sustentar a confiança de quem busca empresas sólidas para compor a carteira de ações no longo prazo.
Outro fator que influencia na atratividade de AXIA3 é o setor no qual a empresa atua, pois o mercado de energia segue em expansão, impulsionado principalmente pelo crescimento das fontes renováveis.
Por exemplo, a expectativa é que somente a energia renovável acrescente até R$ 465 bilhões ao PIB brasileiro em 10 anos.
Desse modo, a Axia Energia segue como uma boa opção para investidores que buscam exposição ao setor elétrico e acreditam na expansão das energias limpas no país.
Como comprar as ações AXIA3?
Incluir esses papéis em sua carteira é bastante simples e pode ser feito por qualquer investidor que tenha uma conta em uma corretora de valores.
Portanto, o seu primeiro passo é escolher uma instituição autorizada pela CVM e abrir a sua conta, o que pode ser feito de forma online e seguindo somente alguns passos.
Em seguida:
- Transfira o valor que deseja investir da sua conta bancária para a conta da corretora;
- Acesse o home broker, plataforma de negociação da corretora, e digite o ticker AXIA3 para encontrar as ações ordinárias da empresa;
- Escolha o papel e envie uma ordem a mercado ou ordem limitada, definindo o valor máximo que deseja pagar por ação;
- Monitore o desempenho da ação e faça os ajustes necessários em sua estratégia.
Lembrando que os papéis da Axia Energia são recomendados somente para investidores com maior tolerância a risco, que estejam preparados para lidar com a volatilidade desses ativos.
5 dicas de como montar um portfólio estratégico de ações
Construir um portfólio de ações realmente estratégico vai além de escolher empresas conhecidas ou seguir recomendações pontuais.
Na verdade, é preciso ter método, visão de longo prazo e clareza sobre os seus objetivos financeiros.
Veja abaixo algumas dicas que vão orientar seu processo:
- Defina seus objetivos: antes de investir, tenha clareza do que você busca, seja renda passiva, crescimento de patrimônio ou proteção. Suas metas determinam quais ações fazem sentido para compor a carteira;
- Avalie o seu perfil de risco: quem tolera mais volatilidade pode explorar setores mais dinâmicos, já quem preza por estabilidade tende a priorizar empresas consolidadas e previsíveis, de setores como energia, varejo e indústria;
- Não dependa de um único setor: diversifique entre segmentos e modelos de negócio complementares. Assim, se um setor enfrentar turbulências, outros podem reduzir o impacto na carteira;
- Analise os fundamentos da organização: priorize empresas com lucro consistente, boa governança, baixo endividamento e perspectivas de crescimento. Esses fatores pesam mais no longo prazo do que o dividend yield momentâneo;
- Conte com a ajuda de profissionais: o suporte de especialistas encurta o caminho, ajuda a evitar erros e garante um portfólio mais alinhado aos seus objetivos e ao seu perfil.
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