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Índice IGP-M: o que é e quais os impactos na inflação?

Foto de Felipe Nathan

Felipe Nathan

indice igpm: montes de moedas

O índice IGP-M impacta bem mais do que o seu contrato de aluguel…

Na verdade, esse é um dos indicadores mais importantes para a inflação brasileira, capaz de influenciar o planejamento financeiro de consumidores, empresários e até investidores.

Venha conosco nesse conteúdo para entender como esse índice funciona, como é calculado e seus principais efeitos na inflação e nos investimentos. Boa leitura!

O que é o Índice IGP-M?

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) foi criado para medir a variação de preços em diferentes etapas, refletindo desde os custos de produção no atacado até os preços finais ao consumidor e da construção civil.

Ou seja, esse indicador não se limita apenas ao consumo das famílias, como o IPCA, mas também capta oscilações em toda a cadeia produtiva, ajudando a antecipar movimentos inflacionários e mudanças no cenário econômico.

Por isso, o índice de IGP-M é um dos principais indicadores de inflação do Brasil, sendo referência para reajustes de contratos, principalmente em setores como aluguel, energia e serviços.

Qual a diferença entre o IGP-M e outros índices de inflação?

Além do IGP-M, o mercado brasileiro ainda conta com outros índices de inflação, como o IPCA e o INPC para medir o aumento ou a perda do poder de compra da população e o desempenho de investimentos, por exemplo.

Confira abaixo as principais diferenças entre esses indicadores:

CritérioÍndice IGP-MIPCAINPC
Órgão responsávelFundação Getúlio Vargas (FGV)Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
O que medePreços em diferentes etapas da economia (produção ao consumo)Inflação oficial (consumo final)Inflação para renda baixa
Público-alvoCadeia produtiva e contratosFamílias (1 a 40 salários mínimos)Famílias (1 a 5 salários mínimos)
ComposiçãoIPA (60%), IPC (30%) e INCC (10%)Cesta de consumo via POFCesta de consumo (maior peso para itens básicos)
Principal usoReajuste de contratos e tarifasBase para política monetária e meta de inflaçãoDissídios e reajustes salariais

Em resumo: o IPCA mostra melhor a inflação sentida pelo consumidor final; o IGP-M capta mais rapidamente pressões no atacado, no dólar, em commodities e na construção civil. 

Para que serve o índice IGP-M?

A principal função do IGP-M é servir de base para o reajuste de tarifas e contratos de longo prazo, tais como:

  • Aluguéis residenciais e comerciais;
  • Mensalidades escolares;
  • Tarifas de energia elétrica;
  • Seguros e planos de saúde.

Por isso, o índice ganhou popularidade no mercado e passou a impactar diretamente o planejamento financeiro de empresas e consumidores.

Além disso, especialistas e investidores usam o IGP-M também para avaliar o cenário econômico. Afinal, suas variações podem sinalizar pressões de custo e influenciar expectativas sobre inflação e juros.

Por exemplo, por ser fortemente influenciado pelo mercado de atacado (IPA), esse índice reage mais rapidamente a variações de dólar e de commodities do que o IPCA, tornando-se um indicador importante para quem investe em ativos relacionados a essas áreas.

Quem calcula o índice IGP-M?

O índice IGP-M é calculado pela Fundação Getúlio Vargas, por meio do seu instituto de economia, o IBRE (Instituto Brasileiro de Economia). Portanto, a instituição é responsável por coletar, analisar e consolidar os dados que compõem o índice.

Além disso, como a FGV é uma instituição com ampla credibilidade no mercado, o Índice IGP-M se tornou um indicador confiável para reajustes contratuais e análise econômica.

Como calcular o índice IGP-M?

A FGV calcula o do índice IGP-M a partir de uma média ponderada de três subíndices que representam diferentes etapas da economia, cada um com um peso específico na composição final, quais sejam:

  • 60% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado;
  • 30% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que acompanha o consumo das famílias;
  • 10% do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), voltado para o setor da construção civil.

Dessa forma, essa combinação permite que o índice IGP-M capture variações de preços desde a produção até o consumidor final.

Além disso, a FGV faz o cálculo mensalmente, divulgando seu resultado através do seu site oficial. Assim, esse índice reflete a média das oscilações registradas ao longo do período de coleta.

Qual o valor do índice IGP-M hoje?

Em abril de 2026, o índice IGP-M registrou uma alta de 2,73% ao mês, segundo divulgado pela FGV em seu último relatório.

No acumulado, isso representa:

  • 2,93% ao ano;
  • 0,61% nos últimos 12 meses.

Esse resultado indica uma aceleração recente da inflação medida pelo IGP-M, após meses anteriores com variações mais moderadas ou até negativas.

Confira abaixo o histórico de valores do índice em 2026 até agora:

MêsEvolução mensalAcumulado ao anoAcumulado nos últimos 12 meses
Janeiro0,41%0,41%-0,91%
Fevereiro-0,73%0,32%-2,67%
Março0,52%0,19%-1,83%
Abril2,73%2,93%0,61%

Quando a FGV divulga o IGP-M?

A Fundação Getúlio Vargas divulga o Índice IGP-M mensalmente, geralmente por volta dos últimos dias do mês corrente.

Além disso, a apuração do índice considera os preços coletados entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência.

Isso faz com que o IGP-M seja um dos primeiros indicadores de inflação a refletir as movimentações econômicas mais recentes no país.

Em 2026, o calendário de divulgação dos novos valores do índice é:

MêsData
Janeiro29/01/2026
Fevereiro26/02/2026
Março30/03/2026
Abril29/04/2026
Maio28/05/2026
Junho29/06/2026
Julho30/07/2026
Agosto28/08/2026
Setembro29/09/2026
Outubro29/10/2026
Novembro27/11/2026
Dezembro29/12/2026

Qual a importância desse índice para o mercado?

Embora seja conhecido principalmente por sua função de reajuste nos contratos de aluguel, o índice IGP-M, na verdade, possui grande importância para o mercado brasileiro.

Afinal, esse indicador é um dos principais termômetros da inflação do Brasil, pois capta variações de preços em diferentes etapas da economia.

Por exemplo, quando o índice sobe é um sinal de aumento generalizado de preços, o que pode impactar margens de empresas, poder de compra da população e decisões de política econômica.

Dessa forma, empresas, consumidores, investidores e analistas do mercado analisam o IGP-M para estruturarem suas estratégias.

Além disso, o índice impacta diretamente alguns tipos de investimento e contratos financeiros atrelados à inflação.

Sem falar que sua variação pode afetar diretamente o rendimento real das aplicações. Em um exemplo simples, se um ativo rendesse 15% ao ano, mas a variação do IGP-M foi de 8%, o retorno real seria de 7%.

É possível investir no índice IGP-M?

Em 2002, o Tesouro Direto lançou o Tesouro IGP-M, um ativo cuja rentabilidade era atrelada diretamente a esse índice.

Inclusive, naquela época não havia títulos atrelados ao IPCA, sendo uma das únicas formas de investir na inflação.

No entanto, os papéis do Tesouro IGP-M pararam de ser negociados em 12 de maio de 2006 e, até hoje, não foi lançado mais nenhum ativo financeiro atrelado ao índice.

Portanto, não é mais possível investir no índice IGP-M, nem diretamente nem por meio de outros títulos, como os do Tesouro Direto.

Mesmo não sendo possível investir nele, é importante relembrar que esse ainda é um indicador importante para orientar estratégias e compreender o desempenho de diferentes tipos de investimentos.

Então, fique atento ao desempenho do IGP-M e sempre conte com um suporte de um assessor de investimentos especialista para se manter atualizado em relação aos principais indicadores do mercado!

Fale com a Mosaico Investimentos e saiba mais.

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