O que é COE? Conheça a verdade sobre o investimento!

o que é COE: imagem de investimentos

Se você já se deparou com esse ativo enquanto procurava por investimentos em seu banco, deve ter ficado se perguntando “o que é COE?”

Mesmo não sendo tão popular quanto os títulos públicos ou os fundos de investimentos, esses certificados são uma das opções disponíveis no mercado.

Então, para tirar essa dúvida e conhecer todos os benefícios desse investimento, venha conosco! 

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um tipo de investimento que combina diferentes ativos e estratégias financeiras em um único produto.

Essa é a versão brasileira das Notas Estruturadas — comum nos Estados Unidos — e funciona como um “pacote” criado por bancos e instituições financeiras, que combina títulos de renda fixa e de renda variável.

Além disso, esse investimento é regulamentado pelo Banco Central e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), garantindo transparência nas regras e na emissão dos certificados.

Como funciona o COE?

Agora que você já sabe o que é COE, vamos entender como ele funciona na prática. 

Basicamente, esse ativo é organizado por uma instituição financeira, que combina diferentes aplicações em um mesmo produto, incluindo:

  • Componentes de renda fixa: responsáveis por garantir a segurança e a previsibilidade de parte do investimento, como os CDBs ou títulos públicos;
  • Componentes de renda variável: proporciona ganhos maiores a partir da vinculação com o desempenho de ativos de risco, como ações, índices da bolsa, moedas estrangeiras, commodities e entre outros.

Esses dois componentes são combinados conforme a estratégia do banco emissor, e as regras ficam descritas no Termo de Emissão do COE.

Nesse documento você encontra todas as regras referentes ao ativo, incluindo prazo — que dura entre 1 a 5 anos — rentabilidade potencial, nível de proteção do capital e as condições de pagamento no vencimento.

Quais são os tipos de COE?

Após entender o que é COE e como ele funciona, é importante saber que esse investimento é dividido em duas categorias, veja quais são:

1. COE de capital protegido

O emissor garante que o investidor receberá de volta o valor investido no vencimento, mesmo que a parte variável do produto tenha um desempenho negativo. 

Portanto, essa é uma opção interessante para quem quer diversificar a carteira e experimentar o mercado de ações, moedas ou commodities sem abrir mão da segurança.

2. COE de capital em risco

Nessa modalidade, não há garantia de retorno do valor aplicado, o que significa que o investidor perde parte do capital se o desempenho do ativo de referência for negativo. 

Em compensação, o potencial de rentabilidade é bem maior.

Contudo, é um tipo de investimento voltado para investidores com perfil mais arrojado, que tenham maior tolerância ao risco.

Quais são as vantagens do COE?

Ao entender o que é COE, os investidores ficam curiosos para descobrir quais são os benefícios desse ativo e decidir se realmente vale a pena incluí-lo em sua carteira.

 De modo geral, as principais vantagens são:

  1. Diversificação da carteira: por unir renda fixa e variável em um único produto, o COE é uma ótima alternativa para quem busca diversificar os investimentos e equilibrar risco e retorno.
  2. Proteção de capital: nos modelos de capital protegido, você não perde o valor aplicado, ainda que o cenário de mercado seja negativo.
  3. Alto potencial de retorno: dependendo da estrutura, o COE pode oferecer rentabilidade mais alta que os de produtos tradicionais, como CDBs e Tesouro Direto.

Qual o problema do COE?

O COE possui alguns riscos que exigem uma atenção redobrada dos investidores que desejam incluí-lo em seu portfólio.

O principal é o risco de crédito do emissor, tendo em vista que esse ativo não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Assim, se o banco emissor tiver problemas financeiros, o investidor pode não receber o valor aplicado.

Além disso, se o ativo que serve de base para a operação sofrer desvalorização, o COE também pode perder valor e ir até zero, dependendo da situação.

Inclusive, isso aconteceu com produtos atrelados aos títulos da multinacional Ambipar e da petroquímica Braskem, que recentemente passaram por cenários que impactaram diretamente no valor das suas ações.

Enquanto foi noticiado que a Ambipar vai recorrer à justiça para evitar falência, a Braskem está passando por um momento de dúvidas em relação às suas dívidas. Isso fez com que o valor das ações despencassem — levando os COEs associados juntos.

Outros riscos associados a esse investimento são:

  • Falta de liquidez: a maioria dos COEs não permitem resgate antes do vencimento, fazendo o dinheiro ficar “travado” até o fim do prazo, que pode durar de meses a anos.
  • Complexidade: apesar de parecer simples, esse investimento envolve estruturas complexas, que precisam ser compreendidas por quem deseja incluí-lo em sua carteira.

Quais são as taxas e tributações do COE?

As taxas e tributações do COE também impactam diretamente no rendimento que será alcançado no vencimento do ativo.

Contudo, embora o COE seja um produto que une diferentes ativos, sua tributação segue as regras da renda fixa, facilitando o cálculo e a comparação com outros investimentos.

Desse modo, o Imposto de Renda, cobrado somente sobre o lucro, é calculado com base na tabela regressiva, conforme o prazo do investimento:

Prazo da aplicaçãoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Além disso, o desconto é feito na fonte, no momento do pagamento, de modo que o investidor recebe o valor líquido direto na conta.

Outra vantagem do COE é que esse investimento não tem taxa de administração nem taxa de performance. 

Contudo, em alguns casos, pode haver taxas de corretagem ou custódia — fique atento a isso antes de aplicar o seu dinheiro!

Como investir no COE?

Embora seja um investimento um pouco complexo, após você entender como funciona a sua estrutura, investir no COE se torna um processo bem simples.

O seu primeiro passo é abrir uma conta em uma instituição financeira que ofereça esse tipo de investimento, que também seja de confiança e autorizada a operar pelo Banco Central.

Em seguida, cumpra essas etapas:

  1. Análise o Termo de Emissão, que contém todas as regras e informações do investimento;
  2. Avalie seu perfil de investidor para entender qual tipo de COE combina mais com sua tolerância a riscos e seus objetivos financeiros;
  3. Após escolher o seu ativo, aplique o valor mínimo exigido e aguarde o vencimento para solicitar o resgate;
  4. Acompanhe o desempenho do ativo de referência para entender como o seu certificado está se comportando.

Ao final do prazo da aplicação, o banco fará os cálculos dos seus rendimentos — descontando o IR — e depositará o valor correspondente em sua conta bancária.

Lembrando que esse resultado poderá incluir ou não lucro, conforme o cenário definido no momento da contratação.

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