Qual é a Taxa Referencial hoje? Descubra o valor e sua importância!

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Felipe Nathan

taxa referencial hoje: homem usando notebook

A Taxa Referencial hoje pode ser próxima a zero, mas ainda impacta operações e produtos financeiros conhecidos no mercado.

Portanto, é importante para os investidores conhecerem mais sobre a TR, como seu cálculo é realizado e sua importância para o mercado.

Para ter todas essas respostas e ainda saber qual o valor da Taxa Referência hoje, é só continuar conosco nesse conteúdo!

O que é a Taxa Referencial?

A Taxa Referencial (TR) é um índice econômico criado em 1991 pela Lei n. 8.177, durante o governo de Fernando Collor, para servir como referência para a correção de valores financeiros

Portanto, a TR não é uma taxa de juros adicional, mas sim um indicador usado para atualização monetária em determinados produtos financeiros e contratos. Ou seja, é usado para ajustar valores ao longo do tempo.

Inclusive, o Brasil criou a Taxa Referencial em um período de alta inflação com a finalidade de ajudar a organizar o sistema financeiro, oferecendo um parâmetro oficial para corrigir aplicações e contratos.

Qual é a Taxa Referencial hoje?

A Taxa Referencial hoje está em 0,1717% ao mês, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central do Brasil relativos a janeiro de 2026. Já a TR acumulada em 12 meses corresponde atualmente a 1,98%.

Portanto, esse valor representa o índice que será usado ao longo do mês para correções de valores econômicos que ainda dependem da TR como parâmetro.

Vejamos abaixo um histórico da TR ao longo de 2025:

Mês de referênciaTaxa Referencial
Janeiro0,17%
Fevereiro0,13%
Março0,11%
Abril0,17%
Maio0,17%
Junho0,17%
Julho0,18%
Agosto0,17%
Setembro0,17%
Outubro0,18%
Novembro0,16%
Dezembro0,17%

Com base nesse histórico, é possível notar que a TR sempre fica bem próximo a zero e, embora seja usada em alguns contratos e produtos financeiros, influencia bem pouco o seu valor final.

Como a Taxa Referencial é calculada?

O Banco Central do Brasil calcula e divulga a Taxa Referencial com base em uma metodologia que utiliza a Taxa Básica Financeira (TBF), a qual representa uma média dos juros praticados pelo mercado financeiro.

Vamos entender o processo:

  1. O BC calcula a média ponderada das taxas de juros praticadas no mercado secundário nas negociações de de títulos públicos prefixados do Tesouro Nacional, as Letras do Tesouro Nacional — esse valor corresponde à TBF;
  2. Em seguida, o Banco Central aplica um redutor ao valor da TBF. O BC calcula esse redutor com uma fórmula também definida pela repartição pública;
  3. Após a aplicação desse redutor, chega-se ao valor da Taxa Referencial do período.

Contudo, se o resultado do cálculo é negativo, a TR é fixada em zero. Por isso, a Taxa Referencial hoje frequentemente aparece zerada ou muito próxima disso.

Além disso, a Selic elevada também contribui para que o redutor mantenha essa taxa bem próxima a zero, impactando diretamente no rendimento da poupança e do saldo do FGTS.

Lembre-se de que o Banco Central divulga esse resultado diariamente, mas, na prática, os produtos e contratos costumam considerar o valor acumulado mensal desse índice.

Qual a importância da TR?

Embora tenha sido criada em 1991, a Taxa Referencial hoje continua sendo utilizada como índice de correção em diversos produtos financeiros e contratos no Brasil. 

Embora tenha sido criada em 1991, diversos produtos financeiros e contratos brasileiros continuam usando a Taxa Referencial até hoje como índice de correção.

Portanto, a TR ainda influencia a forma como alguns rendimentos e saldos são atualizados ao longo do tempo, tornando-a importante para os seus investidores. Veja abaixo quais são os produtos impactados:

Investimentos

A Taxa Referencial hoje é importante para quem investe na poupança, uma vez que o rendimento desse investimento pode se atrelar diretamente ao seu valor.

Afinal, quando a Taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + a TR, impactando diretamente no quanto o dinheiro aplicado vai render.

Além disso, no passado, o mercado usava a Taxa Referencial como base de atualização para alguns títulos públicos, como a NTN-H e a NTN-P.

Mesmo que esses papéis não estejam mais disponíveis para alguns, alguns investidores ainda podem tê-los em seu portfólio. Se esse for seu caso, é importante acompanhar a TR e entender seu desempenho.

Títulos de capitalização

Muitos títulos de capitalização usam a TR como índice de atualização do valor aplicado. Portanto, conforme as regras de cada plano, a Taxa Referencial corrige parte do dinheiro que o cliente paga ao longo do prazo do título.

FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito garantido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) a todos os trabalhadores com carteira assinada. Além disso, a TR corrige seu saldo, somado a uma taxa fixa de 3% ao ano.

Financiamentos imobiliários

Alguns contratos de financiamento imobiliário, principalmente os que adotam o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), utilizam a TR como índice de correção do saldo devedor.

Como analisar a TR na hora de investir?

Como já vimos, a Taxa Referencial hoje tem apresentado valores muito baixos ou próximos de zero nos últimos anos, reduzindo seu impacto positivo na rentabilidade.

Além disso, a TR não acompanha a inflação, gerando perda de poder de compra ao investidor.

Assim, se um investimento rende “TR + juros fixos”, o retorno real dependerá quase totalmente da parte prefixada, já que a TR costuma acrescentar pouco ou nada ao resultado final.

Portanto, investimentos atrelados à TR oferecem ganhos limitados, especialmente quando comparados a alternativas ligadas a indicadores mais dinâmicos, como CDI, Selic ou inflação (IPCA).

Então, na hora de investir, você deve:

  • Comparar com alternativas atreladas ao CDI ou à Selic;
  • Avaliar opções que protejam contra a inflação, como títulos indexados ao IPCA;
  • Entender que produtos ligados à TR podem ser seguros, mas geralmente pouco rentáveis.

Mas já vamos te deixar um alerta: investimentos como a poupança raramente serão mais vantajosos que outros ativos financeiros, incluindo aqueles de renda fixa.

Desse modo, embora seja importante ficar atento à TR, a verdade é que se você quer obter bons rendimentos com seu portfólio, deve focar em acompanhar o desempenho de taxas como a Selic e CDI, usados como base de diferentes títulos.

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