Taxa DI: o que é e qual a diferença para a Selic?

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Felipe Nathan

Taxa DI: pessoa usando caneta no tablet com gráficos

Quem investe em renda fixa ou pesquisa sobre o mercado financeiro provavelmente já se deparou com termos como taxa DI, CDI e Selic. 

Embora sejam indicadores bastante conhecidos, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o significado de cada um e como eles influenciam os investimentos.

Por isso, preparamos esse artigo para te explicar o que é a taxa DI, qual sua diferença em relação à Selic e ao CDI e ainda qual sua importância para quem deseja investir com segurança.

Boa leitura!

O que é a taxa DI? Como funciona?

A taxa DI é a taxa média de juros das operações de empréstimos de curtíssimo prazo realizadas entre instituições financeiras. Essas transações ocorrem por meio dos Depósitos Interbancários (DI), que são empréstimos feitos entre bancos para equilibrar o caixa ao fim de cada dia útil.

Com um prazo de apenas um dia útil, esses empréstimos são realizados para que nenhum banco não finalize o dia no vermelho. Assim, quem estiver com dinheiro sobrando empresta para quem estiver precisando.

No entanto, cada operação possui uma taxa de juros, cuja média, ao final do dia, é calculada e divulgada pela B3. Isto é, a taxa DI.

Além disso, a taxa serve como referência para boa parte do mercado financeiro, definindo, por exemplo, a rentabilidade de alguns investimentos pós-fixados.

Qual a diferença entre taxa DI, CDI e Selic?

Apesar de estarem relacionados, às taxas DI, CDI e Selic não são a mesma coisa e conhecer suas diferenças é importante para interpretar melhor a rentabilidade dos investimentos e o cenário econômico.

Como já vimos, a taxa DI representa a taxa média de juros das operações de empréstimos de um dia útil realizadas entre instituições financeiras, sendo calculada diariamente pela B3.

Já o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é o título utilizado nessas operações entre os bancos, cuja rentabilidade acompanha a variação da taxa DI. Por isso, os dois termos costumam ser usados como sinônimos pelo mercado, embora tenham significados diferentes.

Enquanto a Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. Além disso, ela serve como referência para diversas taxas de juros do país, influenciando o crédito, a inflação e os investimentos.

Para que serve essa taxa?

A taxa DI possui diferentes funções dentro do mercado financeiro, sendo a sua principal finalidade servir como referência para operações de crédito e investimentos.

Além disso, esse indicador também pode ser usado para:

  • Servir de indexador para investimentos de renda fixa;
  • Funcionar como parâmetro para fundos DI;
  • Ajudar instituições financeiras a precificar produtos financeiros;
  • Acompanhar o comportamento dos juros da economia;
  • Oferecer uma referência para comparar a rentabilidade de diferentes investimentos.

Importante ainda destacar que muitos investidores utilizam a taxa DI como um indicador para avaliar se determinado investimento oferece uma remuneração competitiva.

Por exemplo, quando um banco anuncia um CDB que rende 105% ou 120% do CDI, o investidor consegue comparar facilmente esse retorno com outras aplicações disponíveis no mercado.

Qual a taxa DI hoje?

A taxa DI, hoje, é de 14,15 %.

No entanto, como esse indicador é calculado diariamente, é importante que você monitore e confira seu valor atualizado no site da B3, especialmente quando for tomar alguma decisão baseada na taxa.

Esse cálculo é realizado com base na média das operações de Depósito Interfinanceiro realizadas entre as instituições financeiras.

Além disso, são considerados fatores como o volume financeiro das operações realizadas e as taxas negociadas entre as instituições.

Por fim, a fórmula aplicada é: 

DIi = VRiVEi252 – 1 x 100

Em que:

  • DIi: é a taxa DI da i-ésima negociação, arredondada para 2 casas decimais;
  • VRi: é o valor de resgate da i-ésima negociação, arredondada para 2 casas decimais.
  • VEi: é o valor de emissão da i-ésima negociação, arredondada para 2 casas decimais.

Geralmente, quando o Cupom altera a Selic, a taxa DI acompanha esse movimento. Por isso, ambas costumam permanecer muito próximas. Em julho de 2026, por exemplo, as duas tinham o mesmo valor: 14,15%.

Como a taxa DI influencia os investimentos?

A taxa DI exerce influência principalmente sobre os investimentos pós-fixados.

Afinal, nessas aplicações, a rentabilidade acompanha um indicador do mercado, que normalmente é o CDI, que corresponde justamente à taxa DI.

Entre os investimentos impactados pela taxa DI estão:

  • CDBs pós-fixados: títulos emitidos por bancos que costumam oferecer rentabilidade atrelada a um percentual do CDI;
  • LCIs e LCAs: títulos de renda fixa destinados ao financiamento dos setores imobiliário e do agronegócio, respectivamente, que são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas;
  • Fundos DI: fundos de investimento que aplicam a maior parte do patrimônio em títulos atrelados ao CDI ou à taxa Selic, buscando acompanhar de perto esses indicadores;
  • Debêntures pós-fixadas: títulos de dívida emitidos por empresas que podem oferecer remuneração vinculada ao CDI, geralmente acrescida de um percentual.

Por exemplo, em um CDB que rende 100% do CDI, se a taxa DI aumentar, a rentabilidade desse investimento também sobe. O contrário também acontece: se a taxa diminuir, o retorno esperado será menor.

Portanto, períodos de juros elevados são benéficos para investimentos pós-fixados, enquanto cenários de queda da Selic reduzem seus rendimentos.

Contudo, isso não significa que um investimento deve ser escolhido apenas com base na taxa DI. Também é importante considerar fatores como liquidez, prazo, tributação, garantia do FGC (quando aplicável) e seus objetivos financeiros.

Analisando todos esses aspectos em conjunto, torna-se possível construir uma carteira mais alinhada ao seu perfil e ao momento do mercado.

Fique atento a essa e outras taxas com a assessoria da Mosaico!

Escolher um investimento não depende apenas de acompanhar a taxa DI. Você também precisa analisar seus objetivos, horizonte de investimento, perfil de risco e a composição da sua carteira.

Com a assessoria especializada da Mosaico Investimentos, você conta com apoio para interpretar os principais indicadores do mercado e ainda identificar as melhores oportunidades de acordo com sua estratégia financeira.

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