Você já calculou quanto rende 100 mil na poupança por mês?
Embora não seja o investimento com melhor rentabilidade do mercado, a poupança continua sendo bastante usada por quem deseja juntar dinheiro.
Se esse é o seu caso, venha conosco para fazer essa simulação e ainda descobrir o rendimento de outros ativos conhecidos no mercado. Boa leitura!
Quanto rende 100 mil na poupança por mês hoje?
Considerando a taxa de juros de 0,67% ao mês, R$ 100 mil rendem mensalmente na poupança R$ 670,00.
Se esse valor continuar aplicado, terá o seguinte desempenho:
| Meses | Total em juros |
| 6 | R$ 4.087,94 |
| 12 | R$ 8.342,99 |
| 24 | R$ 17.382,04 |
Importante relembrar que o rendimento da poupança segue essa regra:
- Taxa Selic abaixo de 8,5% a.a.: poupança rende 70% da taxa Selic ao ano + TR;
- Taxa Selic acima de 8,5% a.a.: poupança rende 0,5% a.m. + TR.
Portanto, entender quanto rende 100 mil na poupança por mês nos mostra que esse investimento não é vantajoso, principalmente quando comparamos com outros ativos financeiros disponíveis no mercado.
Quanto rende 100 mil em outros investimentos?
A verdade é que, ao simular quanto rende 100 mil na poupança por mês, muitos investidores até desanimam com o resultado — que não chega nem a R$ 1.000,00!
No entanto, antes de desistir dos investimentos, confira abaixo simulações baseadas em outros ativos conhecidos no mercado:
Tesouro Prefixado
R$ 100 mil rendem por mês R$ 1.106,67 se aplicados no Tesouro Prefixado 2032, com taxa de juros de 13,28% ao ano.
Ao longo dos meses, seu dinheiro renderia da seguinte forma:
| Meses | Total em juros |
| 6 | R$ 6.826,44 |
| 12 | R$ 14.118,88 |
| 24 | R$ 30.231,19 |
Embora tenha um rendimento significativamente superior ao da poupança, alguns investidores ainda podem ficar em dúvida sobre trocar esses ativos, por conta da segurança.
No entanto, é importante destacar que o Tesouro Prefixado é um dos investimentos de renda fixa mais seguros do mercado, pois conta com a garantia do próprio governo federal.
Além disso, esse título é bastante acessível, com investimento mínimo de R$ 4,84, sendo uma ótima opção para quem deseja começar aos poucos e, somente após entender seu funcionamento, aplicar todo o capital desejado.
Tesouro Selic
Ao aplicar R$ 100 mil no Tesouro Selic 2031, o rendimento mensal obtido seria de R$ 1.258,33, considerando a taxa de juros de 15,1% a.a. (Selic + 0,1008%).
Após alguns meses, seu rendimento seria de:
| Meses | Total em juros |
| 6 | R$ 7.791,53 |
| 12 | R$ 16.190,15 |
| 24 | R$ 35.001,50 |
Inclusive, o Tesouro Selic é outra opção de título público que, assim como o Tesouro Prefixado, também conta com a garantia do governo federal.
CDB
Já no CDB 100% do CDI, R$ 100 mil renderiam mensalmente R$ 1.241,67, considerando a taxa de juros de 14,90% ao ano.
Ao manter esse dinheiro aplicado, o rendimento seria de:
| Meses | Total em juros |
| 6 | R$ 7.685,12 |
| 12 | R$ 15.960,86 |
| 24 | R$ 34.469,21 |
Assim como a poupança, o Certificado de Depósito Bancário conta com a garantia do FGC para investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira.
Ou seja, o CDB tem o mesmo benefício de segurança da poupança, entregando quase o dobro de rendimento!
Fundos imobiliários
Se você investir R$ 100 mil no fundo KNCR11, receberá um retorno mensal de R$ 1.150,83, considerando o dividend yield atual de 13,81%.
Caso esse valor se mantenha, seu rendimento será de:
| Meses | Total em juros |
| 6 | R$ 7.106,74 |
| 12 | R$ 14.718,53 |
| 24 | R$ 31.603,42 |
No entanto, é importante destacar que os fundos imobiliários são investimentos de renda variável.
Isso significa que seu dividend yield pode mudar a qualquer momento, por causa de influências externas, impactando também a rentabilidade do ativo.
Ainda assim, essa é uma ótima opção para quem deseja começar a investir na bolsa de valores e obter renda passiva a partir do mercado imobiliário.
Vale a pena investir 100 mil na poupança por mês?
Não vale a pena investir qualquer valor na poupança, principalmente quando existem alternativas de ativos tão seguros quanto, mas com rendimentos bem superiores.
Por exemplo, o CDB possui a mesma garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que protege a poupança, mas oferece retornos financeiros significativamente maiores.
Além disso, investimentos como os títulos públicos do Tesouro Direto podem proporcionar rendimento ainda melhor, com segurança comparável.
Importante ainda destacar que o rendimento da poupança é tão baixo que, em alguns meses, nem mesmo consegue superar a inflação, fazendo com que seus investidores percam poder de compra ao longo do tempo.
Portanto, não recomendamos que você invista neste ativo, independentemente de qual seja a sua estratégia.
Veja alternativas mais adequadas de acordo com seu objetivo:
- Se você planeja formar uma reserva de emergência: prefira investimentos de alta liquidez e baixo risco, como CDBs com liquidez diária e o Tesouro Selic, que permitem resgates rápidos sem perder rendimento;
- Se seus planos são juntar dinheiro para comprar um carro ou imóvel em alguns anos: opte por ativos de médio prazo com segurança, como CDBs prefixados ou pós-fixados de prazo determinado ou Tesouro IPCA+, que ajudam a proteger seu capital contra a inflação;
- Se você quer gerar renda passiva mensal: considere fundos imobiliários ou títulos do Tesouro Direto com pagamentos de juros semestrais, que distribuem rendimentos periódicos;
- Se pretende formar um fundo para complementar aposentadoria: estratégias de longo prazo com Tesouro IPCA+ ou o Tesouro Renda+ geram ganhos superiores à poupança e protegem seu patrimônio.
Todos esses títulos sugeridos são seguros e oferecem um retorno financeiro bem superior à poupança, garantindo que, de fato, seu dinheiro trabalhe ao seu favor.
Como escolher os melhores investimentos para investir?
Embora seja um fator importante, a escolha dos seus investimentos deve ir além da busca pela maior rentabilidade.
Na verdade, também é necessário considerar seus objetivos financeiros, perfil de risco, prazo de aplicação e outros fatores que influenciam diretamente nessa decisão.
Veja abaixo quais são os principais pontos:
1. Defina seus objetivos financeiros
O primeiro passo é entender para que você quer investir, afinal, seus objetivos determinam o tipo de ativo mais adequado.
Portanto, determine quais são suas metas com esse investimento, seja formar uma reserva de emergência, juntar dinheiro para comprar um bem ou planejar sua aposentadoria.
2. Conheça seu perfil de investidor
O perfil de risco determina quanta volatilidade você consegue tolerar em seus investimentos, direcionando as suas escolhas.
Nesse caso, existem três tipos:
- Conservador: prioriza segurança e liquidez, evita perdas e foca em renda fixa e ativos com proteção do FGC;
- Moderado: aceita alguma variação de mercado em busca de retornos melhores, combinando renda fixa e fundos multimercado;
- Agressivo: busca maior rentabilidade mesmo com risco elevado, podendo incluir ações, ETFs, fundos imobiliários e criptomoedas.
3. Considere a liquidez
A liquidez corresponde à facilidade de resgatar o dinheiro quando necessário. Portanto, para objetivos imediatos ou reserva de emergência, escolha ativos com liquidez diária.
Já para objetivos de longo prazo, é possível investir em produtos com prazos mais longos, que geralmente oferecem rendimentos maiores.
4. Análise a tributação e custos
Alguns investimentos sofrem imposto de renda, IOF ou taxas de administração, que podem reduzir seus ganhos. Portanto, antes de investir, sempre verifique:
- Taxa de administração dos fundos;
- IR sobre rendimentos;
- Custos de corretagem.
5. Diversifique seus investimentos
Ao invés de concentrar todo o capital em um único ativo ou tipo de investimento, distribua os recursos em diferentes opções, reduzindo os riscos e equilibrando resultados.
Inclusive, você pode misturar renda fixa e renda variável, criando um portfólio mais seguro e eficiente.
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