Se você está procurando um investimento seguro e previsível, o Tesouro Prefixado é uma das melhores alternativas do mercado!
Esse título público chama atenção justamente de quem deseja saber, desde o início, quanto irá receber no vencimento.
Mas será que essa previsibilidade realmente compensa? Continue conosco nesse conteúdo para descobrir!
O que é o Tesouro Prefixado?
O Tesouro Prefixado é um título público emitido pelo Tesouro Nacional, em que o investidor sabe exatamente qual será a taxa de rentabilidade no momento da aplicação, garantindo maior previsibilidade em relação aos ganhos.
Desse modo, diferente de investimentos atrelados à inflação ou à Taxa Selic, esse ativo não sofre variações na rentabilidade contratada ao longo do tempo.
Além disso, o investidor pode adquirir o Tesouro Prefixado por meio do programa Tesouro Direto, criado pelo Governo Federal para facilitar o acesso de pessoas físicas ao mercado financeiro.
Como funciona o Tesouro Prefixado?
Ao adquirir um título do Tesouro Prefixado, o investidor empresta dinheiro ao Governo Federal e, em troca, recebe uma remuneração calculada sobre uma taxa de juros fixa, definida no momento da aplicação.
Essa rentabilidade é calculada com base em juros compostos e o pagamento ocorre no vencimento do título, quando é resgatado o valor investido acrescido dos juros contratados.
Contudo, se o investidor resgatar a aplicação antes desse prazo, o rendimento será menor ao calculado anteriormente.
Afinal, embora seja uma taxa fixa, o preço do Tesouro Prefixado pode oscilar, pois o título é negociado no mercado e seu valor é influenciado por fatores como expectativas de inflação e variações na Taxa Selic.
Isso significa que resgates antecipados podem render mais ou menos do que o valor esperado — ou até mesmo causar prejuízos.
Por isso, recomendamos esse ativo para quem consegue manter o investimento até a data de vencimento e garantir a taxa de juros contratada.
Quais são os custos do Tesouro Prefixado?
O principal custo do Tesouro Prefixado é a taxa de custódia da B3, atualmente de 0,20% ao ano, calculada sobre o valor total investido e descontada automaticamente.
Além disso, algumas corretoras podem cobrar uma taxa de administração. Então. fique atento às regras da instituição financeira escolhida, pois a maioria oferece isenção desse custo!
Como é cobrado o Imposto de Renda no Tesouro Prefixado?
O Tesouro Prefixado é tributado pelo Imposto de Renda, que incide somente sobre os rendimentos e recolhido automaticamente no momento do resgate ou no vencimento do título.
Essa cobrança segue a tabela regressiva válida para investimentos de renda fixa:
| Prazo da aplicação | Alíquota de IR |
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15% |
Além disso, se o resgate for realizado antes de 30 dias da aplicação, será feita a cobrança também do IOF. Após esse período, há a isenção desse imposto.
Quais são os tipos de Tesouro Prefixados?
Esse título público é dividido em dois tipos principais, sendo que cada um atende a um diferente perfil de investidor. Veja quais são:
- Tesouro Prefixado (LTN): oferece uma rentabilidade fixa paga integralmente no vencimento. Ou seja, o investidor apenas recebe o valor investido acrescido dos juros ao final desse prazo;
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): paga aos investidores juros a cada seis meses, garantindo uma renda passiva periódica.
O Tesouro Prefixado é seguro?
Sim,o Tesouro Prefixado é um dos investimentos mais seguros do mercado brasileiro, por ser um título de dívida pública e contar com a garantia do Tesouro Nacional.
Isso significa que esse ativo possui baixíssimo risco de inadimplência!
Além disso, o Tesouro Direto, em parceria com a B3, regula e opera o Tesouro Prefixado, assegurando transparência, liquidez e controle das operações.
Quais são os prós e contras do Tesouro Prefixado?
Assim como qualquer investimento, o Tesouro Prefixado possui vantagens e desvantagens que o investidor deve analisar na hora de investir.
Com base nisso, será possível determinar se esse ativo faz sentido para o perfil e os objetivos do investidor ou se é o mais recomendado para o cenário econômico atual.
Então, veja abaixo quais são os prós e contras do título:
Prós
- Taxa de juros fixa e previsibilidade da rentabilidade;
- Facilidade de planejamento financeiro;
- Baixo valor mínimo de investimento;
- Garantia do Governo Federal e alta segurança;
- Possibilidade de bons ganhos;
- Possui liquidez, pois pode ser vendido a qualquer momento;
- Acessível para todos os tipos de perfil de investidor.
Contras
- A taxa de juros pode oscilar se o investidor vender o título antes do prazo de vencimento;
- Risco de perda no curto prazo, em cenários de alta da taxa de juros;
- Menor flexibilidade, pois não se ajusta a mudanças econômicas;
- Os rendimentos são sujeitos a Imposto de Renda (IR);
- Alguns títulos possuem longos prazos de vencimento;
- Pode perder para a inflação, se a taxa contratada for inferior à inflação acumulada no período.
Enfim, vale a pena investir no Tesouro Prefixado?
O Tesouro Prefixado é indicado para quem tem um objetivo com data definida e consegue manter a aplicação até o vencimento, garantindo a rentabilidade contratada desde o início.
Além disso, por oferecer previsibilidade e segurança, esse ativo é recomendado para quem está começando a investir ou que não possui tolerância a riscos, preferindo opções mais seguras.
Por outro lado, é importante relembrar que essa não é a melhor alternativa para quem precisa de liquidez no curto prazo, pois sua taxa de juros pode oscilar quando não é resgatada no vencimento.
Ainda que esse ativo faça sentido para você, antes de investir, avalie o cenário econômico, principalmente as expectativas em relação à taxa de juros e à inflação.
Dependendo do resultado dessa análise, o Tesouro Prefixado pode não ser a melhor escolha para a sua estratégia.
Tesouro Prefixado ou Tesouro Selic? Qual o melhor?
Outro título público bastante conhecido entre os investidores é o Tesouro Selic, que também oferece segurança, rentabilidade estável e transparência.
Contudo, como sua rentabilidade é atrelada à Taxa Selic, não é possível determinar com exatidão qual taxa de juros incidirá sobre o valor investido no momento do resgate.
Além disso, é importante destacar essas características principais:
- Alta liquidez, com possibilidade de resgate em dias úteis;
- Acessível para diferentes perfis de investidor;
- Segurança elevada, com garantia do Tesouro Nacional;
- Sujeito à tabela regressiva do Imposto de Renda (IR);
Portanto, assim como o Tesouro Prefixado, o Tesouro Selic nem sempre será a melhor escolha para os seus objetivos financeiros, embora seja um investimento seguro e rentável.
Mas se nenhum dos dois fizer sentido para sua estratégia, fique tranquilo, pois o Tesouro Direto possui outros títulos públicos, cada um com suas próprias características.
Veja os principais:
| Título | Principais características |
| Tesouro Prefixado | Taxa de juros fixa definida na compra, previsibilidade de retorno, indicado para médio e longo prazo. |
| Tesouro Selic | Rentabilidade atrelada à taxa Selic, alta liquidez, baixa volatilidade, indicado para curto prazo e reserva de emergência. |
| Tesouro IPCA+ | Rentabilidade real (IPCA + taxa fixa), proteção contra a inflação, foco a longo prazo. |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais | Pagamento periódico de juros, indicado para quem busca renda passiva, sujeito à inflação. |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais | Taxa fixa com pagamentos semestrais, indicado para geração de renda periódica. |
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