Como investir na Venezuela? Veja como aproveitar!

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Felipe Nathan

como investir na Venezuela: mapa mostrando o país

Embora a maior parte do mundo esteja preocupado com o futuro político do país, especialistas analisam as oportunidades de como investir na Venezuela.

Afinal, com a possível mudança de regime, é esperado que o mercado venezuelano volte a abrir as portas para as empresas internacionais — que poderão se beneficiar desse processo.

Para que você também possa ganhar com a restruturação do país, continue conosco para aprender como investir na Venezuela, os benefícios dessa estratégia, risco e se vale realmente a pena.

Boa leitura!

O que aconteceu na Venezuela?

Na madrugada do dia 03 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela que teve como resultado a captura do ditador venuzuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O exército americano levou ambos para Nova York.

O país norte-americano comandou a investigação que resultou na operação e indiciou o líder venezuelano por diversas acusações, entre elas o “narcoterrorismo”.

No entanto, por se tratar de uma prisão realizada no território de outro país e do seu presidente, a ação repercutiu mundialmente, fazendo com que líderes de outros países se manifestassem publicamente sobre a prisão de Nicolás Maduro.

Enquanto alguns países, como a Argentina, apoiaram a ação, outros — como Brasil, México, Rússia e União Europeia — se manifestaram contra a captura do ditador em seu próprio país.

Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado que os Estados Unidos iria governar a Venezuela durante a suposta transição de governo, atualmente o país está sob o comando da vice-presidente, Delcy Rodríguez, após determinação da Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela.

Como investir na Venezuela?

Enquanto os países se preocupam com a crise política que vem ocorrendo na Venezuela, especialistas do mercado financeiro estão encarando essa situação como uma oportunidade de investimento.

Afinal, o ataque estrangeiro e a transição de governo afetou também diretamente a economia do país, bem como irá atingir positivamente alguns setores empresariais.

Vamos entender abaixo quais são as principais oportunidades apontadas pelos especialistas:

Dívida estressada + Títulos

Por conta da possível mudança de regime da Venezuela, a expectativa é que a dívida pública venezuelana sofram uma recuperação, afetando desde o resultado dos seus títulos até empresas que poderão contribuir para essa restruturação.

Veja abaixo onde investir:

$ASHM

Esse é o código de negociação da Ashmore Group plc, uma gestora de investimentos britânica e uma das maiores detentores institucionais de dívida venezuelana. 

Atualmente, o mercado negocia os títulos venezuelanos na faixa de 10–20 centavos de dólar. Com a possível mudança de regime governamental, analistas estimam uma recuperação para 30–55 centavos por dólar.

$HLI

O banco de investimento Houlihan Lokey, Inc. é o principal assessor financeiro do Comitê de Credores da Venezuela. Em reestruturações soberanas, os assessores recebem “taxas de sucesso”, proporcionando ganhos na reestruturação.

$LAZ

A empresa Lazard Ltd, responsável por assessorar Grécia e Ucrânia, poderá atuar na reestruturação de dívida soberana da Venezuela. Essa empresa se beneficia da complexidade do acordo, e a estrutura da dívida do país é, possivelmente, a mais complexa da história.

Portanto, ao investir na empresa, você também poderá aproveitar esse retorno financeiro.

Setor de petróleo

Enquanto outras grandes petroleiras dos Estados Unidos saíram da Venezuela, a Chevron $CVX manteve sua presença no país e atualmente conta com equipe, licenças (via OFAC) e campos (Petroboscan, Petropiar) prontos para aumentar a produção imediatamente.

Portanto, nesse cenário de reconstrução do país, essa é uma das empresas que mais será beneficiada com os resultados positivos que deverão ser alcançados.

Além da Chevron $CVX, é esperado que as refinarias da Costa do Golfo $VLO e $PSX também aproveitem resultados positivos, já que suas refinarias no Texas e na Louisiana foram especificamente construídas para processar o petróleo pesado e ácido da Venezuela. 

Lembrando que a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo, mas com as sanções impostas pelos EUA ao país, empresas como a $VLO e $PSX tiveram que comprar petróleo pesado mais caro de outros lugares. 

Por outro lado, a redução desses valores causaria tornaria viável novamente as negociações com o país venezuelando, reduzindo drasticamente seus custos de matéria-prima e ampliando suas margens de lucro.

Empresas estratégicas

Além do setor de petróleo, outras empresas também poderão ser beneficiadas com o plano de reestruturação e abertura comercial da Venezuela.

Mesmo com toda a incerteza em relação ao futuro do país, que continua em processo de transição e organização política, o BTG Pactual apontou que essas empresas podem alcançar bons resultados com essa situação:

  1. Produtoras de cimento: a Cementos Argos e Cemex (CX) já operaram na Venezuela, antes na nacionalização do setor em 2008. Agora, essas empresas poderão voltar novamente a atuar em solo venezuelano, lucrando com a resconstrução do país;
  2. Empresas de transporte e entregas ou logística: embora a Copa Airlines ainda seja a responsável pela operação de voos no país, a expectativa é que a quantidade de trajetos volte a aumentar, aumentando a receita da companhia áerea;
  3. Empresas de alimentação e bebidas: nesse caso, o destaque vai para a Nutresa, que ainda opera uma fábrica de frios no páis. Contudo, franquias da Coca-Cola FEMSA (KOF) e Arcos Dorados (ARCO) também poderão ser favorecidas, por oferecerem produtos bastante consumidos no país.

Ouro e criptomoedas

Por mais que os especialistas estejam otimistas em relação ao futuro cenário econômico e político da Venezuela, as incertezas em relação a sua recuperação ainda são altas.

Além disso, essa reestruturação não vai acontecer da noite para o dia, sendo um processo longo, que vai exigir tempo e paciência dos moradores e investidores.

Portanto, outro setor que poderá se beneficiar é o do ouro, bastante procurado como uma reserva econômica em cenários de incerteza econômica.

Assim, apostar no próprio commodity ou em empresas do setor também é uma estratégia para quem deseja lucrar com a reconstrução da Venezuela.

Inclusive, especialistas apontam que alguns investidores também possam buscar as criptomoedas para protegerem o seu capital.

Segundo especialistas, esse movimento pode fazer com os investimentos em moedas digitais se multipliquem em até 600 vezes.

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Vale a pena investir hoje na Venezuela?

Aprender como investir na Venezuela é apenas o primeiro passo para quem deseja lucrar com a restruturação do país. Outra etapa importante desse processo é saber se esse investimento vale a pena.

Contudo, essa resposta depende da análise de diferentes fatores, que incluem desde o seu próprio perfil de risco até as expectativas do mercado em relação ao futuro do país.

Embora a Venezuela possua uma das maiores reservas de petróleo bruto do mundo, 80% das negociações realizadas pelo país eram com a China, restringindo bastante o acesso de demais países ao produto.

Portanto, ainda que seja esperado uma abertura de mercado e acesso por outras empresas internacionais, essa é uma expectativa que depende da restruturação do governo venezuelano — que atualmente está sendo comandado pela presidente interina Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente.

Além disso, o possível ganho que será obtido pelas empresas apontadas pelo BTG Pactual também depende dessa reorganização e abertura do mercado para organizações internacionais.

Desse modo, aprender como investir na Venezuela é uma estratégia com potencial de retorno, mas focado no futuro. Isso significa que esse investimento é recomendado para quem não busca resultados imediatos e está preparado para lidar com os riscos.

Quais são os riscos de aprender como investir na Venezuela?

O futuro do país ainda é incerto e investir em sua restruturação, seja por meio de empresas ou dos seus títulos de dívida, é uma estratégia de risco.

Afinal, envolve fatores como:

  • Incerteza política e institucional elevadas, com mudanças abruptas no governo e fraqueza do Estado de direito;
  • Inflação alta e instabilidade cambial reduzem previsibilidade de retorno;
  • Mercado financeiro pequeno e com baixa liquidez dificulta entrada e saída de investimentos;
  • Sanções internacionais e restrições de compliance dificultam transações financeiras.

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