Quando falamos em metais preciosos, é comum que o ouro seja o primeiro a vir à mente. Mas você já considerou investir em prata?
Esse ativo também é bastante valioso no mercado, tanto para quem busca proteção de capital quanto para atender à demanda industrial, implicando suas possibilidades em uma estratégia de investimentos.
Quer entender melhor como funciona esse tipo de aplicação, seus benefícios e riscos? Continue conosco nesse guia completo!
Como funciona o investimento em prata?
Para investir em prata, você deve direcionar parte do seu capital para um ativo financeiro que acompanha a variação de preço desse metal no mercado global.
Desse modo, quando o preço da prata sobe, o investimento escolhido tende a se valorizar, gerando retorno financeiro ou garantindo a proteção do patrimônio, de acordo com a estratégia escolhida.
Por outro lado, quando o valor desse metal cai, pode haver desvalorização dos ativos e, consequentemente, perdas financeiras.
Além disso, a prata é considerada um ativo híbrido, pois seu preço é influenciado tanto por ser um metal valioso (e de proteção), como também pela economia real, em razão da demanda industrial.
Portanto, investir em prata pode ser usado como uma estratégia de diversificação da carteira ou de proteção patrimonial, principalmente durante períodos de crise econômica.
Importante também destacar que você pode garantir exposição a esse metal de diferentes formas, seja com a aplicação em fundos ou ETFs, investimento em empresas ligadas à mineração ou até a compra do próprio ativo físico, como veremos no tópico próprio.
Quais são os benefícios de investir em prata?
Investir em prata é uma ótima alternativa para quem deseja diversificar a carteira, proteger seu patrimônio em cenários de incerteza e ainda fugir dos investimentos tradicionais.
Afinal, esse ativo oferece vantagens como:
- Acessibilidade: a prata é mais barata que o ouro, permitindo a exposição aos metais preciosos com investimentos menores;
- Diversificação de carteira: possui baixa correlação com ativos tradicionais, como ações e renda fixa, ajudando a equilibrar os riscos do portfólio;
- Proteção contra inflação: tende a preservar seu valor em cenários de perda do poder de compra;
- Reserva em momentos de crise: funciona como um ativo de proteção em períodos de instabilidade econômica, justamente por proteger o capital contra a inflação;
- Demanda industrial crescente: a prata é usada em tecnologia, energia solar e eletrônicos, impulsionando o valor no longo prazo.
E quais são os riscos de investir em prata?
Apesar das vantagens, investir em prata também envolve riscos que precisam ser considerados antes de tomar qualquer decisão, como:
- Alta volatilidade: este ativo possui oscilações intensas em curto prazo, que podem gerar perdas relevantes a investidores despreparados;
- Dependência da economia global: uma queda na atividade industrial pode reduzir a demanda e o preço;
- Ausência de renda passiva: o investimento em prata não gera rendimento e seu retorno depende da valorização do preto do metal;
- Maior sensibilidade a ciclos econômicos: o desempenho pode variar conforme o cenário macroeconômico;
- Variações cambiais: como sua cotação é definida no mercado internacional em dólares, oscilações nessa moeda afetam diretamente seu valor.
É melhor investir em prata ou em ouro?
Quando falamos em proteção de patrimônio, tradicionalmente o ouro é o ativo mais escolhido entre os investidores e até mesmo países.
Afinal, esse metal precioso é mais estável e previsível, sendo usado como reserva de valor em momentos de crise, possui alta liquidez e menos volatilidade.
Portanto, para investidores com um perfil conservador ou que buscam proteção patrimonial com menos oscilações, o ouro é a melhor escolha.
Por outro lado, para quem deseja se expor a um mercado mais dinâmico, influenciado não apenas por cenários de crise, mas também pelo crescimento econômico, a prata é uma ótima alternativa.
Nesse sentido, é importante destacar que o ativo tem:
- Maior volatilidade;
- Maior potencial de valorização em determinados ciclos;
- É mais acessível que o ouro, sendo uma opção para quem deseja investir em metais preciosos, mas possui um capital mais baixo.
Além disso, muitos investidores combinam ambos os ativos em seu portfólio, aproveitando tanto a estabilidade do ouro, quanto o potencial de valorização da prata.
Como investir em prata?
Existem diferentes formas de investir em prata e a escolha ideal depende do seu perfil de investidor, dos seus objetivos com esse tipo de ativo e das características de cada um.
Veja abaixo algumas maneiras de incluir esse metal precioso em sua estratégia de investimento:
Prata física
Tradicionalmente, a principal forma de investir em prata é justamente comprando o metal físico, como barras ou moedas.
Nesse caso, o investidor possui o ativo diretamente, sendo uma alternativa usada principalmente para quem visa a proteção patrimonial em cenários de crise.
Contudo, é importante destacar que esse tipo de estratégia exige planejamento com questões como armazenamento e segurança do metal.
Além disso, a prata física possui menor liquidez do que os demais ativos, uma vez que a venda pode não ser tão rápida e prática.
ETFs de prata
Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimento negociados na bolsa de valores que replicam índices, nesse caso, o preço da prata no mercado internacional.
Portanto, essa é uma forma mais simples e acessível de investir no metal, pois permite que o investidor tenha exposição à commodity sem precisar comprá-la fisicamente.
Além da praticidade, os ETFs costumam ter boa liquidez e são negociados diretamente pela bolsa, como uma ação.
Alguns exemplos de BDRs que replicam ETFs de prata são:
- Ishares Silver Trust (BSLV39);
- Abrdn Physical Silver Shares ETF (SIVR39);
- Global X Silver Miners (BSIL39).
Ações de mineradoras
Outra alternativa é investir em empresas que atuam na extração de prata, garantindo exposição, ainda que indireta, a esse mercado.
No entanto, precisamos destacar que o retorno financeiro desse tipo de investimento não depende apenas do preço do metal, mas também de fatores como:
- Desempenho da empresa;
- Gestão da mineradora;
- Custos operacionais;
- Resultados financeiros.
Isso pode significar maior potencial de ganho, como também maiores riscos.
Uma forma de investir diretamente em mineradoras é através da Vale S.A. (VALE3), por exemplo, que embora tenha como produto principal o minério de ferro, também atua na produção de prata.
Contratos futuros
Os contratos futuros de prata permitem negociar o preço do metal em uma data futura, possibilitando tanto ganhos com a alta quanto com a baixa do ativo.
Contudo, esses investimentos são indicados para investidores com maior experiência, pois são complexos, utilizam estratégias como a alavancagem e possuem riscos elevados.
Como incluir a prata na sua estratégia de investimentos?
Agora que você já sabe como investir em prata, está na hora de aprender o passo a passo de como incluir efetivamente esse ativo em sua estratégia de investimentos.
O seu primeiro passo deve ser definir seu objetivo, entendendo por que você quer investir nesse metal, seja para proteger seu capital contra crises econômicas, diversificar sua carteira ou aproveitar o potencial de valorização.
Com base nisso, siga os próximos passos:
- Avalie seu perfil de risco: como a prata é um ativo volátil, é importante considerar sua tolerância a oscilações. Inclusive, esse não é um investimento recomendado para investidores com perfil conservador, por tenderem a menor exposição a riscos;
- Determine a proporção na carteira: esse metal não deve ser seu investimento principal, mas completar. Portanto, defina uma alocação equilibrada, que contribua para diversificação sem aumentar excessivamente o risco do portfólio;
- Escolha a forma de investimento: decida como quer se expor à prata, seja com ETFs, ações de mineradoras, contratos futuros ou até o metal físico. Nesse caso, considere os impactos diferentes de cada opções em relação a liquidez, risco e praticidade;
- Acompanhe o mercado: analise os dados relacionados a prata, incluindo relatórios sobre demanda industrial, juros americanos e estoques globais;
- Monitore e reavalie sua estratégia periodicamente: assim como todo o investimento, a prata também deve ser monitorada e ter sua exposição ajustada sempre que necessário, conforme mudanças no cenário econômico ou no seu perfil de risco.
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